A AEACJ tem em sua pauta a discussão permanente sobre o papel estratégico da engenharia na construção de uma cidade mais sustentável e planejada. No contexto de Campos do Jordão, o desenvolvimento de projetos e a própria gestão pública de infraestrutura enfrentam desafios únicos que exigem uma visão técnica aprofundada, indo muito além da mera execução de obras. O desenvolvimento urbano só se torna efetivo quando há um diálogo constante entre a técnica, a gestão e a sociedade, transformando o conhecimento em prática a serviço da coletividade.
Não basta apenas projetar um empreendimento individual ou uma única via de acesso; é fundamental compreender o impacto sistêmico que cada intervenção gera no entorno urbano, ambiental e social. Em Campos do Jordão, onde a preservação ambiental se soma às demandas de mobilidade e sazonalidade turística, essa visão integrada é crucial. O profissional de engenharia que atua no setor público ou na iniciativa privada com projetos urbanos deve, necessariamente, dominar os instrumentos da política urbana previstos no Estatuto da Cidade.
Para o Engenheiro Rogério Balsante, Presidente da AEACJ, a engenharia na gestão pública de Campos do Jordão deve ir além da execução de obras e se posicionar como um agente de planejamento do futuro. “O profissional precisa ter uma visão holística, compreendendo que cada projeto, seja de infraestrutura ou imobiliário, impacta diretamente o delicado ecossistema urbano e ambiental de nossa serra. Somos planejadores do futuro da cidade, não apenas executores. O entendimento profundo do Plano Diretor é o que eleva a atuação técnica de um patamar operacional para um patamar estratégico”, afirma Balsante, reforçando a necessidade de que os engenheiros se vejam como parte integrante do processo de planejamento urbano da cidade.
A gestão pública de projetos não pode depender apenas de iniciativas isoladas; ela requer a continuidade de um planejamento de longo prazo que se mantenha vivo e em constante atualização.
Balsante ainda destaca o papel da Associação como ponte entre a técnica especializada e a administração municipal. “A AEACJ está comprometida em fomentar esse diálogo técnico e assegurar que as decisões de infraestrutura e desenvolvimento sejam guiadas pela melhor técnica disponível. É um exercício de longo prazo que exige técnica, continuidade e visão de futuro”, conclui o presidente, sublinhando a importância da participação da entidade para fortalecer a governança urbana democrática e tecnicamente embasada.
Dessa forma, a engenharia na gestão pública em Campos do Jordão consolida-se como um fator de transformação, capaz de guiar o desenvolvimento do município através de projetos estratégicos, alinhados com a sustentabilidade e a preservação do seu patrimônio natural e urbanístico, sempre com o apoio técnico e a visão integrada defendida pela AEACJ.
Por Fabricio Oliveira – MTB 57.421/SP




