O Projeto de Lei que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 gerou debates aquecidos em diversos setores da economia, incluindo a engenharia e a construção civil. Entender o que está em jogo e os possíveis impactos dessa proposta é essencial para avaliar suas implicações para a força de trabalho e o desenvolvimento econômico.

Em entrevista coletiva, o vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Eduardo Aroeira, alertou que a aprovação do projeto seria um desastre para o setor da construção civil. “Estamos, hoje, praticamente em pleno emprego e nossa grande luta não é empregar pessoas e, sim, o aumento de produtividade. A alteração da escala neste momento, em que temos uma produtividade baixa e uma necessidade de entrega, principalmente de unidades de interesse social, com certeza, no máximo, geraria o desemprego ou a informalidade”, explicou Aroeira. 

O executivo disse aos jornalistas que o movimento faria com que as empresas do segmento tivessem que contratar mais mão de obra para manter o nível de produtividade nos canteiros. Porém, o mercado atualmente enfrenta uma relevante escassez de profissionais.

“A construção civil é um dos pilares do desenvolvimento econômico brasileiro, responsável por milhares de empregos e pela infraestrutura essencial ao país. Apesar disso, o setor enfrenta desafios significativos. O déficit de profissionais técnicos e especializados comprometem a qualidade e a velocidade das obras”, acredita o Presidente da AEACJ, Engenheiro Eng. Rogério Balsante.

O Projeto de Lei da escala 6×1 apresenta desafios complexos para o setor de engenharia e construção no Brasil. Embora a proposta vise melhorar a qualidade de vida das pessoas, é crucial garantir que as condições de trabalho sejam compatíveis com a realidade de um setor que já enfrenta dificuldades de atuação profissional. “A busca por soluções equilibradas entre produtividade e qualidade de vida será determinante para o futuro da construção civil e para a sustentabilidade do mercado de trabalho”, avalia Balsante.

Como estamos no fim de 2024 também é válida a reflexão sobre o futuro e os jovens profissionais. Durante o 15º Encontro Crea-SP Jovem, realizado no sábado, dia 07 de dezembro, na Sede Angélica do Crea-SP o presidente do Confea, Engenheiro Vinicius Marchese, abordou os desafios do mercado de trabalho, as tendências para o futuro e a importância de formar profissionais capazes de liderar transformações na sociedade.

“A engenharia não é apenas uma carreira, é uma ferramenta poderosa para transformar vidas. Se conseguirmos orientar vocês, jovens, a resolver os grandes problemas da sociedade, não tenho dúvidas de que daqui sairão os próximos líderes de grandes empresas no Brasil e no mundo,” destacou Marchese.

Por Fabricio Oliveira – MTB 57.421/SP